Depois do Supremo Tribunal Federal decidir por 8 votos a 1 que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão, um clima de descontentamento e indignação ficou no ar.
Mas será que os chefes de redação dos meios de comunicação aqui de Chapecó gostaram da decisão ou não?
Segundo o chefe de jornalismo da Ric Record, Rafael Henzel, que é formado em jornalismo, não é o diploma que transforma o profissional. Rafael ressalta ainda “ Quantos jornalistas, vocês conhece que assina o expediente de um jornal mesmo sem trabalhar no veículo? Isso é muito comum. Quantos jornalistas diplomados “vendem” reportagens para prefeituras?“
Para ele o importante é que o profissional trabalhe com criatividade e ética. E isso não é o diploma que vai oferecer e sim o bom profissional. “Jornalista ou não, somente os que demostrarem interesse permanecerão nos veículos de comunicação”.
Já na opinião do subdiretor e jornalista do jornal impresso Diário do Iguaçu, Wagner Gris, a decisão do STF foi lamentável e é uma decisão equivocada. Ele afirma ser contra a decisão, mas agora é importante que os profissionais formados mostrem competência a cada dia.
Para Paulo Gomes, Editor Chefe da Rádio Super Condá, “pessoas competentes também atuam no mercado de trabalho sem diploma, mas sempre buscam o aperfeiçoamento, pois a teoria só soma na prática”.
Sobre o futuro do mercado, Wagner Gris comenta que “Não acredito em muitas mudanças para os profissionais formados nas cadeiras universitárias, porque há muito espaço a ser preenchido no meio jornalístico”.
Já Rafael, nada mudará. “O salário será o mesmo, os profissionais também e as emissoras continuarão contratando os melhores. Creio que as universidades sofrerão mais”.
A opinião de Paulo Gomes se assemelha com a do Rafael, para ele “os bons e competentes vão permanecer no mercado, apartir daqui nós que vamos decidir como queremos construir o futuro”.
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