Quarta-feira, dia 17 de junho de 2009, passa a ser uma data marcante para os jornalistas. Ela passa a representar a preocupação com a profissão e com o futuro da atuação jornalistica no Brasil. Foi aprovada, por 8 votos contra 1, a não obrigatoriedade do diploma para exercer a função de jornalista.
Isso representa que qualquer pessoa, com qualquer nível de instrução pode atuar em veículos de comunicação. Segundo o relator do processo, presidente do Supremo Tribunal Federal – o ministro Gilmar Mendes, sim.. .aquele dos capangas no Mato Grosso – alegando que a restrição do exercício da profissão apenas por profissionais formados fere o direito a liberdade de expressão social. Desculpas esfarrapadas, mas que levaram a uma decisão história e que retrocede no avanço quanto a informação de qualidade e com credibilidade.
Apesar de toda contradição e repercussão desse fato a decisão está tomada. Ainda assim editores de diversos veículos de comunicação afirmam a importância da formação superior em Comunicação Social.
A empresária, proprietária da Revista Ana Lóide, e estudante de Jornalismo, Lóide Biazus, afirma a importância da formação superior: “a formação de jornalista é super importante. Ela promove uma visão diferente do profissional enquanto a sua função de formador de opinião, o profissional aprende na graduação os diversos públicos e as diferentes formas da atuação da notícia na vida de quem lê”. Lóide acredita que a queda do diploma não vai afetar a contratação de jornalistas no mercado de trabalho: “o pessoal vai contratar quem tem diploma, porque vai ver o diferencial do profissional que vai trabalhar. Além de escrever bem, tem fundamentação teórica”.
Graduado em História, e cursando Jornalismo, Paulo Gomes é radialista da Rádio Super Condá de Chapecó. Atuando na área a muitos anos ele afirma que a intenção da rádio é continuar contratando profissionais formados no curso: “o processo de qualificação no rádio precisa contar com o suporte do aprendizado teórico oferecido pela academia. Muitas vezes você precisa o dom da comunicação para conseguir a improvisação no momento que é necessário. Esse é um dos motivos pelos quais a rádio defende e pretende contratar somente profissionais formados ou na graduação. Eu sou exemplo disso, e tem mais colegas de rádio no curso também”.
“É inconcebível que um profissional atue nessa área sem qualificação. O jornalista permeia nos diversos assuntos sociais e busca sempre indagar as diversas situações com compromisso ético e social”. Mais um motivo apontado por Gomes para a defender a importância do diploma.
Parece que só os ministros não percebem, ou não valorizam a qualidade de informação que a população recebe.