“O registro existente não terá nenhuma força jurídica”, afirma o presidente do STF
Confira a matéria sobre a decisão no STF
Na plenária de votação, o ministro do STF, ministro Gilmar Mendes, comparou a profissão à de chefe de cozinha. Ele disse que “um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área” e acredita que outras profissões também podem perder a obrigatoriedade. Na votação, foram 8 votos contra 1. Apenas Marco Aurélio Mello, ex-presidente do STF, foi contra o fim do diploma.
Paulo Gomes- Editor chefe Rádio Super- Condá
O que você pensa a respeito do diploma de jornalista?
R: Pessoas competentes também atuam no mercado de trabalho sem diploma, mas sempre buscam o aperfeiçoamento, pois a teoria só soma na prática. Não concordo com a comparação que o ministro Gilmar Mendez fez com os jornalistas.
Veja a opinião de alguns editores da nossa cidade e região!
Quando você for contratar vai dar mais valor para o formado ou para o não formado?
R: Quem ainda não é formado aqui na rádio, já está buscando o aperfeiçoamento. Não contratamos quem não tem interesse em fazer jornalismo ou se identifica com a área. Com certeza vou dar preferência para o competente e formado ou a busca da formação.
Como você vê que o mercado funcionar a partir desta mudança?
R: Os bons e competentes vão permanecer no mercado, apartir daqui nós que vamos decidir como queremos construir o futuro.
Antônio Minella – Editor Chefe do Jornal Sentinela Ita
O que você pensa a respeito do diploma dos jornalistas?
R: Para ser um bom profissional não precisar ter um canudo na mão! Mas é essencial saber a teoria para aplicar na prática isso em todas as profissões. Para o jornalismo é muito importante a pessoa saber escrever corretamente e ter noção sobre o que vai enfrentar no dia- a –dia. Uma conquista que tivemos nos tempos passados e que agora foi por “água baixo”, nem por isso devemos baixar a cabeça, agora sim vamos lutar para que nossos direitos sejam reconhecidos e mostrar que nosso diploma tem que ser reconhecido.
Quando você for contratar vai dar mais valor para o formado ou para o não formado?
R: É claro que o jornalista formado vai ter mais oportunidade, pois vai chegar à empresa com uma noção de como é o mercado de trabalho.
Como você vê que o mercado funcionará a partir desta mudança?
R: O mercado agora ainda é incerto, até os grandes empresários da comunicação saíram ganhando com essa decisão. O nosso futuro está incerto, gostaria de fazer um desafio ao senador vamos colocar os cozinheiros para informar o mundo, que noticia vai sair???? O piso salarial já está baixo, como vai ser daqui pra frente?
Ivécio Spagnol - TV Barriga Verde
O que você pensa a respeito da queda da exigência do diploma de jornalista?
R: Todas as profissões surgiram no mundo antes da universidade. Ela traz mais conhecimento é um aperfeiçoamento cientifico das coisas. Tanto os jornalistas quanto outros profissionais não dependem só da universidade e sim da dedicação, do respeito da ética que essa pessoa tem. Ele pode ser um jornalista formado, mas antiético. Mas você pode ter uma pessoa que não é formada e se dedicar muito, ter ética e responsabilidade como um jornalista.
Quando você for contratar vai dar mais valor para o formado ou para o não formado?
R: Vou dar valor para o formado competente e ético, mas isso depende se ele não for formado e ser competente e ético também vai ter seu emprego garantido. No entanto, aquela pessoa que nasceu com o dom e fazer a coisa certa, mesmo não tendo o diploma com certeza vai dar um bom resultado.
Como você vê que o mercado funcionará a partir desta mudança?
R: Os bons vão permanecer no mercado, isso independente de ser formado ou não. Se a pessoa tiver formação e conhecimento vai agregar mais valores na prática.
Confira algumas opiniões de jornalista famosos: