O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) prevê para esse inicio de semana, chuvas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, principalmente no nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas.
Conforme a Agência Estado, a previsão do tempo mostra chuva significativa nesse início de semana entre nordeste do Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e nordeste da Bahia, incluindo o Recôncavo Baiano. Destes, Ceará, Bahia, Maranhão e Piauí são os estados mais atingidos pelas chuvas nas últimas semanas no país, com temporais que provocaram enchentes e mortes e deixaram desabrigados.
Dados da Defesa Civil do Maranhão, apontam que são 182 mil atingidos em todo o estado e faltam abrigos. Para tentar amenizar um pouco a situação, a Defesa Civil de Salvador lançou uma cartilha com dicas que orientam como evitar situações de risco em casos de chuvas fortes e enchentes. A cartilha faz parte da Operação Chuva 2009.
Cerca de 2.600 quilos de alimentos foram distribuídos às vítimas das enchentes na zona sul de Teresina, no Piauí, no domingo, 10. Plantações de arroz, milho, mandioca e feijão foram levadas pelas enchentes. Situação que preocupa também outros estados atingido pelas chuvas.
A Defesa Civil do Piauí registrou, até agora, 37 municípios estão em situação de emergência por conta das chuvas, que já afetaram 60.155 pessoas. Deste total, 4.149 estão desabrigadas e 9.681 estão desalojadas.
No sul do Brasil, que sofre com a seca prolongada, a previsão é de sol e calor com pancadas de chuva no norte e oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina.
Em Santa Catarina, 95 municípios estão em situação de emergência pela falta de água. A população atingida pela seca soma mais de 1 milhão de pessoas, 18% da população total, segundo o governo do estado, que vai repassar R$ 1 milhão para os municípios que decretaram estado de emergência.
Para o Rio Grande do Sul, há previsão de pancadas de chuva no fim do dia entre o oeste e sul do estado.
Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri de Chapecó, Ivan Baldissera, chuvas e estiagem prolongadas serão cada vez mais frequentes no Brasil. Outra mudança é em relação ao clima que, segundo ele, tende ficar cada vez mais parecido, não existindo diferenciação acentuada de temperatura entre inverno e verão.
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